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🌐 Network Analysis Labs — SOC Lab

Laboratório prático de análise de tráfego de rede com foco em identificação de anomalias e triagem SOC.
Todos os exercícios foram realizados com arquivos pcap reais, utilizando Wireshark e tshark em ambiente WSL (Ubuntu).


📂 Estrutura do repositório

network-analysis-labs/
├── 01-traffic-analysis/
│   ├── README.md
│   ├── traffic-investigation.md
│   └── incident-report-network.md
├── 02-dns-analysis/
│   ├── README.md
│   └── dns-investigation.md
├── reference/
│   └── network-cheatsheet.md
└── README.md

🧪 Lab 01 — Análise de Tráfego Anômalo (Exercício Cego)

Contexto

Arquivo pcap fornecido sem contexto prévio — simulando um alerta real de SOC onde o analista recebe apenas o tráfego capturado e precisa determinar o que aconteceu.
Objetivo: identificar anomalias, classificar o tipo de tráfego suspeito e elaborar relatório de incidente.

Objetivo

Analisar o tráfego sem informações prévias, identificar padrões anômalos e determinar se houve comprometimento, exfiltração de dados ou comunicação com infraestrutura maliciosa.


🔍 Fluxo de investigação

Etapa 1 — Visão geral do arquivo pcap

# Via tshark no terminal
tshark -r arquivo.pcap -q -z io,phs

# Quantidade total de pacotes
tshark -r arquivo.pcap | wc -l

O que analisar:

  • Hierarquia de protocolos — quais protocolos dominam o tráfego?
  • Volume total de pacotes — tráfego excessivo pode indicar scan ou exfiltração
  • Janela de tempo — qual o período capturado?

Etapa 2 — Identificar os hosts envolvidos

# IPs de origem e destino mais frequentes
tshark -r arquivo.pcap -q -z conv,ip

# Via Wireshark: Statistics → Conversations → IPv4

O que analisar:

  • IPs internos vs externos — há comunicação com IPs fora da rede esperada?
  • Volume por host — algum host concentra tráfego desproporcional?
  • IPs desconhecidos ou de geolocalização suspeita

Etapa 3 — Analisar conversas TCP

# Listar todas as conversas TCP
tshark -r arquivo.pcap -q -z conv,tcp

# Via Wireshark: Statistics → Conversations → TCP

O que analisar:

  • Portas de destino incomuns (fora de 80, 443, 53, 22)
  • Conexões para portas altas (>1024) em IPs externos
  • Volume de dados transferido por conversa — exfiltração gera conversas com alto volume de saída
  • Flags TCP anômalos (SYN sem SYN-ACK = scan de porta)

Etapa 4 — Investigar queries DNS

# Extrair todas as queries DNS
tshark -r arquivo.pcap -Y "dns.flags.response == 0" -T fields -e dns.qry.name

# Filtrar respostas DNS com falha (NXDOMAIN)
tshark -r arquivo.pcap -Y "dns.flags.rcode == 3" -T fields -e dns.qry.name

Red flags DNS:

  • Alto volume de queries NXDOMAIN — pode indicar DGA (Domain Generation Algorithm)
  • Domínios com nomes aleatórios (xk3j9as.com, p9f2lmq.net)
  • Queries para subdomínios excessivamente longos — possível DNS tunneling
  • Resolução de domínios recém-registrados

Etapa 5 — Inspecionar conteúdo HTTP

# Extrair requisições HTTP
tshark -r arquivo.pcap -Y "http.request" -T fields -e http.host -e http.request.uri

# Ver User-Agents
tshark -r arquivo.pcap -Y "http.request" -T fields -e http.user_agent

O que analisar:

  • User-agents incomuns ou genéricos (ferramentas de ataque usam UAs padrão)
  • URIs com parâmetros codificados em base64
  • Downloads de executáveis (.exe, .ps1, .bat)
  • Comunicação HTTP sem criptografia com IPs externos (C2 básico)

Etapa 6 — Filtros de investigação no Wireshark

# Tráfego de um IP específico
ip.addr == 192.168.1.100

# Apenas tráfego DNS
dns

# Apenas tráfego HTTP
http

# Pacotes com payload (excluir ACKs vazios)
tcp.len > 0

# Conexões para portas não padrão
tcp.dstport != 80 && tcp.dstport != 443 && tcp.dstport != 53

# SYN sem resposta (port scan)
tcp.flags.syn == 1 && tcp.flags.ack == 0

Etapa 7 — Exportar objetos suspeitos

No Wireshark:

  1. File → Export Objects → HTTP
  2. Identifica arquivos transferidos (executáveis, scripts, documentos)
  3. Gera hash SHA256 dos arquivos exportados
  4. Consulta no VirusTotal
sha256sum arquivo-exportado

📋 Relatório de Incidente — Tráfego Anômalo

Data: 02/06/2026
Analista: Natan Almeida
Severidade: Alta
Status: Investigado

Campo Detalhe
Tipo de incidente Tráfego de rede anômalo identificado em pcap
Hosts envolvidos Não aplicável - exercicío de referência
Protocolos DNS / HTTP / TCP
Anomalia principal DNS anômalo / tráfego HTTP sem criptografia
Período do tráfego Não aplicável - exercicío de referência
Arquivos exportados Não
Hash SHA256 Não aplicável
Resultado VirusTotal Não aplicável
Ação recomendada Bloquear IP / Isolar host / Escalar para N2
Escalonamento Não

🧪 Lab 02 — Análise de Queries DNS Suspeitas

Contexto

Identificação de padrões DNS anômalos que podem indicar comunicação com infraestrutura de C2 (Command and Control) ou tentativa de DNS tunneling.

Fluxo de investigação

# Volume de queries por domínio
tshark -r arquivo.pcap -Y "dns.flags.response == 0" \
  -T fields -e dns.qry.name | sort | uniq -c | sort -rn

# Identificar domínios com alto volume de NXDOMAIN
tshark -r arquivo.pcap -Y "dns.flags.rcode == 3" \
  -T fields -e dns.qry.name | sort | uniq -c | sort -rn

# Subdomínios longos (possível tunneling)
tshark -r arquivo.pcap -Y "dns.flags.response == 0" \
  -T fields -e dns.qry.name | awk 'length > 50'

Critérios de suspeita:

  • Mais de 100 queries NXDOMAIN em curto período
  • Subdomínios com mais de 50 caracteres
  • Padrão de nomes aleatórios (entropia alta)
  • Queries para o mesmo domínio raiz com subdomínios variados

📎 Referências utilizadas


🛠️ Ambiente

Item Detalhe
OS Ubuntu (WSL)
Ferramentas Wireshark, tshark
Arquivos analisados pcap (capturas reais de exercício)
Contexto Exercício cego — análise sem informações prévias

Laboratório em evolução — novos exercícios e pcaps adicionados conforme avanço na trilha.

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